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A CAUTERIZAÇÃO DA MENTE E A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA INIQUIDADE



Apóstolo Paulo, já avançado de idade, preocupado com o que o futuro reservava a Igreja de Jesus, escreveu ao jovem Pastor Timóteo: “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes” (2Tm 3.1-5).

Estamos vivendo nestes dias que Paulo previu a dois mil anos.

No final do ano passado estava fazendo compras em um hipermercado da cidade de João Pessoa e vi alguns adolescentes conversando. Me aproximei, e, fiquei prestando atenção na conversa deles (sei que a boa educação nos ensina a não ouvir conversas alheias...), mas o fato é que eu não entendi a metade do que eles estavam dizendo! Fiquei muito angustiado... percebi que ao meu lado haviam pessoas, uma outra geração, que eu não compreendia os seus argumentos. E se eu não compreendia os seus argumentos, logicamente, eles também não me entenderiam.

Isso é um problema! Eu sou um pastor auxiliar de um grande campo, mas que cuido de uma pequena igreja. Percebi que estava correndo o risco de haver uma distancia muito grande entre o que eu falo no púlpito e o que é significativo aos ouvidos desta geração.

Foi nessa angústia que resolvi voltar a sala de aula. Assumi o ensino de Filosofia para turmas do ensino Médio em uma escola de ensino privado. Tem sido um experiência fantástica e preocupante. Esses dias estava falando sobre a ética na história até o tempo presente. Então um aluno, com no máximo 16 anos disse: “Eu acho que o aborto é uma decisão exclusiva da mulher. Afinal de contas o corpo é dela e ela decide o que fazer com ele”! Outros concordaram e tratavam esse assunto, e outros bem complexos como uma coisa trivial! Tratei então sobre o valor que estamos dando a vida, e que um feto não pode ser tratado como uma unha, um cabelo, que decidimos quando cortar, pois é um ser humano gerado por decisão de outros seres humanos que devem ter capacidade de assumir as suas responsabilidades.

O fato é que estamos vivendo dias difíceis e trabalhosos. A mídia e determinados grupos tentam impor, o que é chamado de “a ditadura do secularismo”. As pessoas estão bebendo dessa fonte. Deus não importa mais, afinal cada um cria o deus que melhor pode satisfazer os seus desejos. Os valores, assim como a verdade, é relativo.

As mentes estão cauterizadas. A maldade, o pecado, e seus derivados, não causam mais espanto. Com isso cresce a iniquidade.

Estamos em um momento crucial na hisória do Brasil. Na próxima legislatura há inúmeras leis que serão votadas e que se forem votadas por pessoas de mentes cauterizadas e iníquoas, a iniquidade será institucionalizada.

Um dos exemplos é o Projeto de Lei 122, que se for aprovado vai criminalizar cidadãos que não concordam com as as práticas homossexuais. A Argentina já aprovou o casamento de pessoas do mesmo sexo. Ainda há a questão da legalização do aborto, da discriminalização da maconha, entre outros.

Pastor Paschoal Piragine Júnior, foi extremamente corajoso ao fazer um pronunciamento na 1ª Igreja Batista de Curitiba alertando os membros daquela igreja para o perigo que nos ronda e da responsabilidade profética da igreja nestes dias. Por isso está sendo processado pelo Partido dos Trabalhadores.

Pr. Silas Malafaia, em seu programa de televisão, sugeriu que este vídeo fosse visto e mais de 2 milhões de pessoas assistiram o vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=ILwU5GhY9MI).

O fato é que nesta eleição não podemos votar a favor da institucionalização da Iniquidade. Pois como igreja de Jesus temos responsabilidades para com Ele e para com a Bíblia que pregamos.

Neste artigo, junto a minha pequena voz à voz de tantos outros, não para dizer em quem se deve votar, mas para dizer em quem não se deve votar.

O PT diz que tudo isso é invenção, mas cito abaixo a resposta do Pr. Silas Malafaia a um questionamento de membros do PT.

Vamos aos fatos:

1. O deputado que saiu do PT, saiu por ter posição cristã contrária aos princípios do partido. E se não saísse, seria expulso.

2. O PT está na vanguarda da defesa do aborto e da PL 122. Estes são fatos reais, verdadeiros. Inclusive, no último dia antes do recesso parlamentar no senado no ano de 2009, se não fossem os senadores Magno Malta e Demóstenes Torres, a líder do PT teria aprovado na calada da noite, por voto de liderança, a PL 122. Isto é uma vergonha, e vocês querem que a liderança evangélica fique quieta!

3. O PNDH3 (projeto Naciona de Direitos Humanos) foi enviado ao congresso pelo Sr. Presidente da República no dia 21/12/2009, e a vergonha é que, nesse documento, em vários pontos, só houve recuo em alguma coisa devido à pressão violenta da igreja católica. O PNDH3, sim senhor, é responsabilidade do governo Lula e do PT.

4. Lamento dizer, mas a verdade absoluta é que os princípios cristãos são inegociáveis para nós. Quanto a isto, o PT está do outro lado. Quero ser franco e honesto: eu só não entrei de cabeça na campanha do Serra, porque também não vi nele garantias de respeito a esses princípios. Nas duas vezes em que fui convidado para participar de audiências públicas pela Comissão de Constituição e Justiça, na primeira vez, que foi sobre a questão do aborto, os deputados que estavam defendendo a legalização do mesmo, eram do PT. Na segunda vez, no Estatuto das Famílias, os deputados do PT estavam defendendo a inclusão dos homossexuais a fim de beneficiá-los na adoção de crianças. Esta é a verdade nua e crua.

Estamos vivendo dias trabalhosos... Como igreja de Jesus devemos assumir as nossas responsabilidades.

Pr. Eduardo Leandro Alves
Sec. Exec. de Missões da AD na Paraíba (João Pessoa)
eduardoleandroalves.blogspot.com

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