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Jogos on line x Dependentes em internet



Mais de 48 horas seguidas sem sair do computador. Até para o coordenador de um programa para dependentes em internet como o psicólogo Cristiano Nabuco, da Universidade de São Paulo (USP), a história causou impacto. Mas é o que passou um jovem levado pela mãe ao consultório particular do especialista recentemente. “Ele não saía do jogo nem para ir ao banheiro”, conta Nabuco. A mulher chegou a ser notificada pelo condomínio porque o garoto jogou a cueca suja de fezes pela janela.


vício em jogos online e a própria dependência em internet ainda não foram catalogadas como doença na bíblia da psiquiatra, o DSM (Diagnostic and Statistic Manual of Mental Disorders). Mas tudo indica que esse tipo de transtorno entre para o guia nos próximos anos, como já foi recomendado pela Associação Médica Americana (AMA).

Em estudo publicado este ano por um psicólogo da Universidade de Iowa State, nos EUA, um em dez aficionados por games pode ser considerado jogador patológico. Douglas Gentile entrevistou 1.178 americanos de 8 a 18 anos e levou em consideração o grau de prejuízo que a prática trazia para vida social, escolar e familiar dos jovens.


Relacionamentos online

Embora os jogos sejam uma fonte de dependência comum entre as pessoas que procuram o ambulatório da USP ou o serviço de orientação online promovido pelos psicólogos do NPPI, o principal deflagrador de casos ainda são as redes sociais e os comunicadores instantâneos. Como ressalta Nabuco, trocar as experiências reais pelas virtuais pode ser tentador: “Na vida, é preciso lidar com situações difíceis, enquanto que, na web, é só apertar um botão”.


Para quem perdeu o controle, a saída é ficar longe do computador, como um abstêmio? Não, responde o psicólogo, até porque as pessoas precisam cada vez mais dessa ferramenta para trabalhar. “O problema não é a internet, mas na maneira como a pessoa se relaciona com ele”, lembra. Por isso, o tratamento envolve a compreensão dos gatilhos que levam ao abuso, como a dificuldade de relacionamento, a insatisfação com o trabalho etc. Depois que a pessoa recupera a habilidade para tolerar ou enfrentar as frustrações, fica fácil ter uma relação saudável com o ambiente virtual.

fonte Uol:http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/2009/11/23/um-em-cada-dez-aficionados-por-games-sao-jogadores-patologicos.jhtm

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